Adquirências: O que são e principais empresas no Brasil

Guia completo sobre empresas de adquirência, principais players, funcionamento, benefícios e desafios no mercado brasileiro.

Guia completo sobre empresas de adquirência, principais players, funcionamento, benefícios e desafios no mercado brasileiro.

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Adquirências são empresas que processam transações com cartões de débito, crédito e outras formas eletrônicas, conectando o estabelecimento comercial à bandeira do cartão e ao banco emissor. Elas são responsáveis por autorizar a compra, garantir a segurança e creditar o valor ao lojista.

No Brasil, precisam estar autorizadas pelo Banco Central do Brasil para operar, além de fornecer maquininhas, gateways e soluções financeiras que viabilizam pagamentos físicos e online.

Adquirências: Empresas atuantes no Brasil

  • Cielo – líder do mercado, com ampla cobertura e diversas soluções para o varejo.
  • Rede – parte do Itaú Unibanco, com forte presença em grandes varejistas.
  • Getnet – ligada ao Santander, oferece maquininhas físicas, online e soluções integradas.
  • Stone – reconhecida por atendimento especializado e tecnologia avançada.
  • PagSeguro / PagBank – atua como adquirente e subadquirente, com conta digital integrada.
  • Mercado Pago – adquire transações no ecossistema Mercado Livre e também no varejo físico.
  • Vero (Banrisul) – forte presença regional no Sul, com expansão crescente.
  • Fiserv – fornecedora global de tecnologia de pagamento que atua como adquirente por meio de soluções como Bin, Clover e SiTef, além de parceria com a Caixa para maquininhas “azulzinha”.

Evolução do mercado de adquirência no Brasil

Até 2010, o mercado brasileiro de adquirência era praticamente dominado por dois grandes grupos: Cielo, ligada ao Banco do Brasil e Bradesco, e Rede, vinculada ao Itaú Unibanco. Cada uma detinha exclusividade com determinadas bandeiras, o que limitava a concorrência e a negociação de taxas pelos lojistas.

Com a quebra da exclusividade, determinada pelo Banco Central e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), novas adquirentes começaram a operar, aumentando a competitividade e trazendo inovação para o setor. Empresas como Getnet, Stone e PagSeguro passaram a disputar espaço, oferecendo maquininhas mais modernas, planos sem aluguel e integração com contas digitais.

Mais recentemente, players globais como a Fiserv entraram com força, trazendo know-how internacional e soluções multicanal, enquanto empresas já consolidadas em outros nichos, como o Mercado Pago, expandiram para adquirência física e mobile.

Comparativo de características entre adquirentes

  • Cobertura e bandeiras aceitas – Cielo e Rede ainda se destacam por aceitar praticamente todas as bandeiras e ter capilaridade nacional, enquanto outras podem ter foco maior em determinadas regiões ou bandeiras específicas.
  • Tecnologia e inovação – Stone, Fiserv e PagSeguro apostam fortemente em terminais inteligentes, soluções de pagamento sem contato e integração com plataformas digitais.
  • Custos e modelo comercial – há adquirentes que trabalham com aluguel fixo de maquininhas, outras com venda direta, e modelos híbridos com planos sob demanda.
  • Suporte e relacionamento – empresas como Stone e Getnet investem em atendimento mais próximo e segmentado por tipo de cliente, enquanto gigantes como Cielo e Rede apostam em escala e canais digitais.
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Adquirências: O que são e principais empresas no Brasil 2

Benefícios de escolher a adquirente certa

Para lojistas e prestadores de serviço, a escolha de uma boa empresa de adquirência pode impactar diretamente no fluxo de caixa, na experiência do cliente e na segurança das operações. Entre os principais benefícios:

  • Maior taxa de aprovação nas transações, reduzindo recusas por incompatibilidade técnica.
  • Recebimento mais rápido, com opções de antecipação e liquidação no mesmo dia.
  • Segurança nas operações, com uso de criptografia, tokenização e detecção de fraude.
  • Variedade de meios de pagamento, incluindo Pix, carteiras digitais e parcelamento.
  • Relatórios e gestão financeira, ajudando no controle das vendas e conciliação.

Desafios e pontos de atenção

  • Taxas e custos variáveis – a cobrança por transação, antecipação e aluguel de máquina pode pesar se não houver negociação adequada.
  • Dependência tecnológica – problemas no sistema da adquirente podem paralisar vendas.
  • Concentração de mercado – apesar da abertura, ainda há poucos grandes players dominando as transações.
  • Contratos com cláusulas restritivas – em alguns casos, o lojista fica preso a prazos e multas de rescisão.

Visão de mercado

Segundo o Banco Central do Brasil, em 2023, mais de R$ 3,9 trilhões foram processados por empresas de adquirência no país, com crescimento consistente ano a ano e aumento da participação de novos entrantes. Isso mostra um cenário competitivo, mas ainda concentrado, com espaço para inovação e diferenciação.
Veja o relatório completo no site do Banco Central

Tendências para o mercado de adquirência no Brasil

O setor de adquirência deve passar por transformações relevantes nos próximos anos. A integração com o Pix é uma das mudanças mais visíveis, permitindo que terminais aceitem pagamentos instantâneos com a mesma fluidez de cartões. Além disso, a tendência é que adquirentes invistam mais em pagamentos por aproximação (NFC), Tap to Pay e soluções de open finance, conectando dados financeiros para oferecer crédito e serviços personalizados a lojistas.

Outro movimento esperado é a expansão de empresas internacionais como a Fiserv e o fortalecimento de fintechs que entram nesse mercado, trazendo novos modelos comerciais e tecnologia de ponta. Com isso, a concorrência tende a aumentar e as ofertas serão mais customizadas por nicho de atuação, porte e canal de vendas.

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O que faz uma empresa de adquirência?

É responsável por processar pagamentos com cartões, conectando lojistas às bandeiras e emissores e garantindo a liquidação das vendas.

Qual a diferença entre adquirente e subadquirente?

A adquirente processa diretamente as transações com as bandeiras, enquanto a subadquirente atua como intermediária, geralmente agregando outros serviços.


Em um mercado cada vez mais competitivo e tecnológico, as empresas de adquirência desempenham um papel central para o funcionamento do comércio no Brasil. A escolha certa pode impactar diretamente as vendas, o relacionamento com clientes e até o crescimento do negócio.

Com novas tecnologias e modelos comerciais surgindo, estar atento às opções disponíveis e às mudanças no setor é fundamental para garantir operações mais seguras, rápidas e alinhadas às demandas do consumidor moderno.

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